VERSÍCULOS DA BIBLIA

ISRAEL

Por que sou a favor de Israel
Por Fabio Blanco



Sou a favor de Israel, sim, mas não pelos mesmos motivos de algumas pessoas. Minhas razões são bem específicas e quero expô-las aqui, a fim de que meus leitores saibam porque eu escrevo tantas coisas em defesa da Israel. Fazendo isso, espero extirpar dúvidas quanto às minhas motivações e deixar claro que não faço uma defesa emocional ou interesseira.

Os acusadores de Israel

Antes de tudo, deixe-me falar sobre os que não cansam de colocar sobre Israel a culpa de todas as guerras que ocorrem no Oriente Médio.

Há aquelas pessoas que reverberam os superficiais e parciais noticiários brasileiros, reclamando da violência israelense em Gaza, vociferando contra a desproporcionalidade de suas ações militares. Eu sei muito bem que boa parte delas não tem nenhuma noção dos motivos porque defende os palestinos. Age emocionalmente, descerebradamente, apenas, em confiança à mídia, que mostra sempre um lado como vilão e outro como vítima, reagindo às fortes imagens, escolhidas cuidadosamente para causar impacto no telespectador ingênuo. Quanto a estas, sequer perco tempo tentando contestá-las. São idiotas, apenas.

Uma outra parte dos acusadores de Israel é composta por portadores de uma ideologia que enxerga os valores ocidentais – o cristianismo, os EUA e Israel como males que devem ser extirpados da face da terra. Quanto a estes, trato deles em grande parte dos meus escritos e, por isso, não preciso tecer qualquer comentário neste artigo. Me reservo apenas a afirmar que estão contaminados por uma ideologia doentia, que jamais fez bem algum para a humanidade, pelo contrário, e, por isso, se há algo que deva ser extirpado deste mundo, é ela.

Passo, então, a listar, primeiro, os motivos que não são os meus na defesa de Israel.

Não sou um judaizante

Muitas pessoas que defendem Israel o fazem por serem afeiçoados à religião judaica e seus ritos. Não são necessariamente adeptos do judaísmo, mas, mesmo sendo cristãos, incorporam muitos símbolos judaicos em suas próprias práticas religiosas cristãs.

Eu mesmo não sou um desses. Entendo que os ritos e símbolos judaicos foram absorvidos em Cristo e não têm mais função dentro da realidade do período pós-messiânico.

Não que eles precisem ser ignorados. Podem, de fato, ser apresentados como ensinamentos relativos à própria cultura e religião judaicas, enriquecendo assim o entendimento da obra de Jesus. Mas não devem ser trazidos para dentro do cristianismo.

Na verdade, o que eu entendo ser equivocado é o uso das práticas judaicas misturadas às práticas cristãs. Isso porque os símbolos judaicos, quase todos, ensinavam sobre o póprio Messias e se este manifestou-se e cumpriu sua obra, não haveria mais razão para que a ritualística hebraica permancesse ou fosse restabelecida agora dentro das igrejas cristãs.

Por tudo isso, este não é um dos motivos para eu defender Israel

Não defendo Israel por ser este um mandamento bíblico

Apesar de haver passagens no Velho Testamento que afirmam que aqueles que abençoarem Israel serão também abençoados, minha concordância com muitas atitudes dos judeus sequer passa perto desse motivo.

Primeiro, porque seria uma defesa puramente interesseira. No caso, ainda que Israel agisse em desacordo com a verdade e com a justiça, permaneceria eu ao seu lado, simplesmente, porque assim manteria as bênçãos de Deus sobre mim.

E além de mesquinho, seria um motivo estúpido. Isso porque, apesar de Israel ter mesmo as mãos de Deus sobre ele (e a história está aí para qualquer um que queira ver), os judeus, em sua grande parte, não são homens tementes a Deus. Dessa forma, agem, diversas vezes, em desacordo com Sua vontade. Se, quando visse isso, me mantivesse ao lado deles, me colocaria em uma posição estranha: de acordo com a vontade de Deus na Bíblia e contra a vontade de Deus no caso concreto.

Dessa forma, prefiro me orientar por princípios superiores quando afirmo que me coloco ao lado de Israel.

Não defendo Israel por crer que os judeus são o povo escolhido por Deus

Apesar de Israel ser o povo escolhido por Deus, muitas vezes Deus rejeitou-o. Simples assim: quando cometiam atos que afrontavam reiteradamente os princípios divinos, Deus condenava-os e até punia-os.

Portanto, fica claro que nem sempre os israelenses estão certos e, assim, não me sinto obrigado a ficar do lado deles quando entender, segundo ideias claras de justiça e correção, que o que fazem não é certo.

O judeus são o povo escolhido, mas isso não significa que eles mesmos não desonram essa escolha, muitas vezes.

Deixe eu expor, agora, os motivos porque eu defendo Israel:

Israel é um país livre

Defendo Israel, antes de tudo, por ser um país livre, uma ilha de liberdade cercada de radicais islâmicos literalmente por todos os lados. Quase sempre, quando Israel entra em uma batalha, tem o objetivo de defender-se, já que não é orientação sua, nem religiosa, nem militar, lutar para a destruição dos povos circundantes.

De forma diferente, os palestinos, sendo a grande maioria islâmicos, têm como o maior objetivo de suas vidas islamizar o mundo. E de carona, se possível, destruir as religiões rivais, como o judaísmo eo cristianismo.

Como, então, poderia achar justas as reivindicações palestinas, se normalmente elas estão embuídas de ódio e desejo de destruição?

Israel é um país democrático

A democracia israelense funciona muito bem. Lá, o povo tem seus direitos reconhecidos e o poder é exercido por seus representantes. Portanto, em Israel é muito mais difícil se levantar um poder autoritário louco que empreenda uma guerra por motivos torpes.

Enquanto isso, boa parte dos países árabes vizinhos, quando não estão em guerra civil, permitem que grupos terroristas islâmicos tomem a frente do comando militar em seus territórios, ameaçando constantemente Israel e agindo sem qualquer escrúpulo contra ele.

Apenas por isso tenho motivo suficiente para, mesmo antecipadamente, entender que as ações palestinas são injustas e as israelenses corretas.

Defendo Israel por perceber a oposição que sofre

Um outro motivo, certamente menos evidente, mas de importância crucial para mim, de por que eu defendo Israel, é que está muito claro que ele sofre uma oposição sistemática, generalizada e mentirosa da mídia mundial.

Apesar das evidências que suas ações, geralmente, são meramente defensivas, de quase nunca ser Israel quem inicia as provocações, ainda assim os meios de comunicação tratam como se Israel estivesse empreendendo um genocídio, contra indefesos palestinos.

No caso desta presente batalha na faixa de Gaza, em resposta aos mísseis ininterruptos do Hamas, poucos são os jornais que apresentam a realidade por inteiro, que envolve o uso de civis, pelo grupo terrorista, como escudos humanos, o contínuo lançamento de bombas contra Israel e as declarações de diversos líderes palestinos afirmando que têm como objetivo o fim do Estado de Israel.

Eu sei que este é um motivo mais por verossimilhança, porém, a experiência tem me mostrado que, quando a mídia empreende uma campanha em massa contra alguém, é quase certo que este deve estar fazendo alguma coisa certa.

Por tudo isso, sou a favor de Israel. Sei que por motivos diferentes de algumas pessoas, mas, creio eu, pelas razões mais justas.

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